sexta-feira, 22 de outubro de 2010

QUINTA POÉTICA na CASA DAS ROSAS - 28-outubro-2010 - 32ª edição.

Olá amigos e amigas! Gostaria de poder contar com a presença de todos (as) e se possível; auxiliar na divulgação da 32ª edição do "Quinta-poética", agora com minha curadoria: aproveito para deixar um abraço especial ao poeta Celso Alencar - curador anterior e todos os participantes. Até lá. Abraços, Neres.




Escrituras Editora e Casa das Rosas convidam para a QUINTA POÉTICA, com os poetas convidadosCláudio Willer (SP), Contador Borges (SP), João Melo (Angola) e Flá Perez (Campinas), com apresentação especial de Vivian Guilhem, do grupo de dança cigana Luna Gitana (SP).

Agradecimentos especiais ao poeta José Geraldo Neres (curador).


Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 a partir das 19h (evento gratuito)

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de CamposAv. Paulista, 37 - São Paulo/SP
Próximo ao metrô Brigadeiro.
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74
 
Informações: (11) 5904-4499

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Saiba mais sobre o evento e os convidados:


Quinta poética: Mensalmente, a Casa das Rosas abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho. Intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, envolvem a leitura dos poemas. Grandes nomes da poesia, como Álvaro Alves de Faria, Beth Brait Alvim, Carlos Felipe Moisés, Celso de Alencar, Contador Borges, Eunice Arruda, Floriano Martins, Hamilton Faria, Helena Armond, José Geraldo Neres, Raimundo Gadelha, Raquel Naveira, Renata Pallottini, Renato Gonda, entre outros, já estiveram presentes nesses encontros, que são promovidos pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas.

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Os poetas:

Claudio Willer (São Paulo, 1940) é poeta, ensaísta e tradutor. Seus vínculos são com a criação literária mais rebelde e transgressiva, como aquela representada pelo surrealismo e geração beat. Acaba de lançar Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia, ensaio (Civilização Brasileira, 2010); também publicou Geração Beat (L&PM Pocket, coleção Encyclopaedia, 2009); Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004); Volta, narrativa (terceira edição em 2004); Lautréamont - Os Cantos de Maldoror, Poesias e Cartas (Iluminuras, nova edição em 2008), Uivo e outros poemas de Allen Ginsberg (L&PM Pocket, nova edição em 2010), Poemas para leer en voz alta (Andrómeda, Costa Rica, 2007) e ensaios na coletânea Surrealismo (Perspectiva, 2008). É autor de outros livros de poesia – Anotações para um Apocalipse, Dias Circulares e Jardins da Provocação – e da coletânea Escritos de Antonin Artaud, esgotados. Poemas publicados em antologias e periódicos literários, no Brasil e em vários outros países. Presidiu por vários mandatos a UBE, União Brasileira de Escritores. Trabalhou em administração cultural, inclusive como Coordenador da Formação Cultural na Secretaria Municipal de Cultura (1993-2001). Doutor em Letras na USP com Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia moderna (2008), faz pós-doutorado na USP sobre Religiões Estranhas, Hermetismo e Poesia. Coordena oficinas literárias; ministra cursos e palestras sobre poesia e criação literária. Prepara um livro sobre surrealismo e uma coletânea de ensaios sobre misticismo e poesia.
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Contador Borges (São Paulo) leciona Filosofia na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Como acadêmico, concentra a sua pesquisa na relação entre Erotismo e Literatura. Poeta, ensaísta e dramaturgo, publicou as obras: Angelolatria (1997), O Reino da Pele (2003), Wittgenstein! (2007) e A Morte dos Olhos (2007). Traduziu Aurélia, de Gérard de Nerval, O Nu perdido e outros poemas, de René Char, A Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade, Diálogo entre um padre e um moribundo, do mesmo autor, entre outros livros. Publicou diversos artigos e poemas em jornais e revistas no Brasil e no exterior. É organizador e coordenador da Coleção Pérolas Furiosas da Editora Iluminuras, dedicada às obras do Marquês de Sade.
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João Melo nasceu em 1955, em Luanda (Angola), onde vive atualmente. Melo é um dos autores africanos mais estudado nas universidades do Brasil, onde morou de 1984 a 1992 como correspondente de imprensa, É jornalista, escritor, professor universitário e deputado à Assembleia Nacional de Angola. Dirige atualmente a revista África 21. Poeta, contista, cronista e ensaísta, publicou doze livros de poesia, cinco de contos e um de ensaios. Editado habitualmente em Angola, Portugal e Itália, publicou em 2008, no Brasil, o seu livro de contos Filhos da Pátria, pela Editora Record. Tem vários prêmios, entre eles o Prêmio Nacional de Cultura e Artes 2009, na categoria de literatura, pelo conjunto da sua obra. É membro fundador da União de Escritores Angolanos, da qual já foi secretário geral, presidente da Comissão Directiva e presidente do Conselho Fiscal.
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Flá Perez (Flávia Perez) nasceu em 1968 no Rio de Janeiro e mora em Campinas, SP. Tem Mestrado em Microbiologia Agrícola pela USP. Publicou o livro Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela. Participou da Antologia do Bar do Escritor em 2009. Teve poemas escolhidos para publicação no Concurso Nacional Cassiano Nunes, promovido pela Biblioteca Central da Universidade de Brasília e no Projeto Pão e Poesia 2009.
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Vivian Guilhem (São Paulo) é professora de Dança Cigana e outras modalidades. Coordena o grupo de dança cigana Luna Gitana há mais de 10 anos e ministra cursos de dança e cultura cigana em sua loja Alemdalenda na região de Pinheiros. Além de empresária, apresenta um programa sobre cinema na All TV, pela internet. Maiores informações: www.vivianguilhem.webs.com e www.alemdalenda.com.br
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José Geraldo Neres (curador) nasceu em Garça, SP, em 1966. Poeta, roteirista, dramaturgo (com formação em oficinas e cursos de criação textual) e produtor cultural. Publicou o livro de poesia Olhos de barro, (Coleção Orpheu, Multifoco Editora) que recebeu menção especial na 3a edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura (2010); e Outros Silêncios, Prêmio ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo 2008, (Escrituras Editora, 2009) realizado através do programa “Bolsa para autores com obra em fase de conclusão” da Fundação Biblioteca Nacional em 2007/2008; e Pássaros de papel (Dulcinéia Catadora, edição artesanal, SP, 2007). É cofundador do Palavreiros. Integrante do Conselho Gestor & Editorial do Ponto de Cultura Laboratório de Poéticas (Programa Cultura Viva, do MinC). Gestor Cultural. Curador da Sala Permanente de Vídeo/Doc. da 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará (2008). Jurado da etapa inicial do Prêmio Portugal Telecom de Literatura (2009). Ministra oficinas literárias, com ênfase em criação literária e estímulo à leitura. blog: http://neres-outrossilencios.blogspot.com

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Escrituras Editora
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04012-100 - São Paulo - SP - Brasil
Tel.: (11) 5904-4499 (Pabx)
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA: OS ESPAÇOS DO SILÊNCIO – A SUBVERSÃO DA REALIDADE.


Local: Casa da Palavra - Escola Livre de Literatura (ELL). Praça do Carmo, 171, Centro, Santo André, SP, Brazil.
TELEFONE: (11) 4992-7218.

Inscrições abertas: de terça a sexta, das 14h às 20h. (gratuito).

Indicado para maiores de 16 anos. Vagas Limitadas!

É necessário a apresentação de produções textuais (poesia ou prosa, em qualquer formato), em torno de 5 páginas.

Início e Duração: A partir de 13 de outubro, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h, até o dia 1º de dezembro. 

Conteúdo: O curso pretende promover as práticas de criação literária, e construir um espaço de diálogo criativo e senso crítico. Estimular a imaginação, a criatividade, e a análise crítica. Estimular as relações entre a escrita/narrativa e a cidade. Possibilitar contato, e estabelecer diálogo com os principais representantes da literatura contemporânea.



Bibliografia a ser utilizada:
·        A imagem poética & o corpo: Claudio Willer, Cruzeiro Seixas, Herberto Helder, Murilo Mendes, Octavio Paz, Raul Bopp, Roberto Piva, Floriano Martins, Olga Savary; 

·        O mito, o sagrado e o profano: Adélia Prado, Caio Fernando Abreu, Federico García Lorca, Hilda Hilst, Jorge de Lima, Manoel de Barros, Mario Quintana, Rainer Maria Rilke, Vicente F. Cecim;

·        A paisagem urbana em prosa & verso: Dalton Trevisan, Edgar Allan Poe, Ivana Arruda Leite, João Silvério Trevisan, Marcelino Freire, Nelson de Oliveira, João Cabral de Melo Neto, Luiz Ruffato, Maiakovski, Orides Fontela;

·        A Subversão da Realidade: Campos de Carvalho, Carlos Fuentes, João Guimarães Rosa, Jorge Luis Borges, José Eduardo Agualusa, Juan Rulfo, Mia Couto;

·        Hai Kai – a imagem no silêncio, concisão e objetividade: Alice Ruiz, Basho, Buson, Issa, Teruko Oda.

Discografia utilizada:
·        Rokia Traore (Wanita);
·        Jimmy Burns (Leaving here walking);
·        Mawaca (Astrolábio tucupira.com.brasil);
·         A Música da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
·        Cordel do Fogo Encantado (O palhaço do circo sem futuro);
·        Cordel do Fogo Encantado (Cordel do Fogo Encantado);
·        Cordel do Fogo Encantado (Transfiguração);
·        Mestre Ambrósio (Mestre Ambrósio);
·        Mestre Ambrósio (Fuá na casa de caBRal);
·        Mestre Ambrósio (terceiro samba);
·        Roberto Piva;

·        e outros.


Com José Geraldo Neres*

·        José Geraldo Neres, nasceu em Garça, SP, em 1966. Poeta, roteirista, dramaturgo (com formação em oficinas e cursos de criação textual) e produtor cultural. Publicou o livro de poesia Olhos de barro, (Coleção Orpheu, Multifoco Editora) que recebeu menção especial na 3a edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura (2010); e Outros Silêncios, Prêmio ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo 2008, (Escrituras Editora, 2009) realizado através do programa “Bolsa para autores com obra em fase de conclusão” da Fundação Biblioteca Nacional em 2007/2008; e Pássaros de papel (Dulcinéia Catadora, edição artesanal, SP, 2007). É co-fundador do Palavreiros. Integrante do Conselho Gestor & Editorial do Ponto de Cultura Laboratório de Poéticas (Programa Cultura Viva, do MinC). Gestor Cultural. Curador da Sala Permanente de Vídeo/Doc. da 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará (2008). Jurado da etapa inicial do Prêmio Portugal Telecom de Literatura (2009). Ministra oficinas literárias, com ênfase em criação literária e estímulo à leitura. A partir de outubro: curador do projeto Quinta poética encontros multilinguagens promovidos pela Escrituras Editora e Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Los trazos de Pandora -otras voces, otros territorios-, un libro de Martín Palacio Gamboa


un libro de
Martín Palacio Gamboa

Poetas comentados:
Amador Ribeiro Neto (São Paulo, 1953)
André Luiz Pinto (Rio de Janeiro, 1975)
Antonio Carlos Secchin (Rio de Janeiro, 1952)
Arnaldo Antunes (São Paulo, 1960)
Claudio Willer (São Paulo, 1940)
Dirceu Villa (São Paulo, 1975)
Donizete Galvão (Borda da Mata, Minas Gerais, 1955)
Frederico Barbosa (Recife, Pernambuco, 1961)
José Geraldo Neres (Garça, São Paulo, 1966)
Floriano Martins (Fortaleza, 1957)
Lau Siqueira (Jaguarão, Rio Grande do Sul, 1957)
Lucila Nogueira (Rio de Janeiro, 1950)
Mariana Ianelli (São Paulo, 1979)
Renato Rezende (São Paulo, 1964)
Roberto Piva (São Paulo, 1937-2010)
Rodrigo Petronio (São Paulo, 1975)
Sergio Cohn (São Paulo, 1974)


Los trazos de Pandora, Martín Palacio Gamboa | 2010
© Portada & Projeto gráfico | Floriano Martins
Coleção de Areia – 08
Projeto Editorial Banda Hispânica
Caixa Postal 52817 – Agência Aldeota
Fortaleza Ceará 60150-970 Brasil
Contato com a editora: bandahispanica@gmail.com




quarta-feira, 30 de junho de 2010

QUINTA POÉTICA - ESCRITURAS EDITORA (29-04-2010)

QUINTA POÉTICA - ESCRITURAS EDITORA (29-04-2010), promovido pela Escrituras Editora e Casa das Rosas (São Paulo, Brasil). Participação dos poetas Hamilton Faria e José Geraldo Neres. Vídeo: Cecília Camargo.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quinta-poética

QUINTA POÉTICA - ESCRITURAS EDITORA_29-04-2010, promovido pela Escrituras Editora e Casa das Rosas (São Paulo, Brasil). Participação do poeta José Geraldo Neres.


sábado, 5 de junho de 2010

Entre mar e céu: a fluidez libertadora da palavra líquida em Outros Silêncios de José Geraldo Neres, por Ricardo Riso





Reconfigurar os sentidos anestesiados pelo desarranjo da caótica vivência urbana, ampliando as ressonâncias do verbo poético, libertador por excelência, em um inimaginável furor semântico a desbravar novos caminhos para a linguagem, pois como versa o sujeito lírico: “A vida já sabemos sem sentido” (p. 153) diante da efemeridade de uma época na qual temos os “heróis com prazo de validade” (p. 105). 


Quando os sentidos da palavra parecem desgastados, dilacerados pelas incongruências da contemporaneidade, caberia aos poetas ressignificá-los? Em seu livro “Outros Silêncios” (Escrituras, 2009), José Geraldo Neres cumpre com louvor essa missão em uma depurada escrita, posto que “somos a tentativa de decifrar símbolos, símbolos além dos símbolos” (p. 153), e recorre a Octávio Paz: “O poeta não é o que nomeia as coisas, mas o que dissolve seus nomes” (p. 155).


O poeta busca a “linguagem da inconsequência, alegoria / que nunca chega ao fim” (p. 153), como as imagens insólitas e libertadoras dos simbolistas e surrealistas; a loucura poética a remeter Pessoa e outros nomes fundamentais como Charles Baudelaire, William Blake, Walt Whitmann, Murilo Mendes, Mário Quintana, Garcia-Lorca e a marginais como Claudio Willer e Roberto Piva. O relacionamento com o onírico e com procedimentos consagrados pelos surrealistas, como o automatismo psíquico, encontram insólitas e surpreendentes imagens, “sombras se agitam / a uivar para as nuvens de martelos assustados” (p. 32), no qual o tempo apresenta um outro ritmo marcado pela “mão sonâmbula” (p. 111), “o ponteiro dos minutos custa a se mover”, refeito pelo sujeito lírico que afirma: “perdi a confiança nos relógios” (p. 133) e segue o seu próprio tempo, “o relógio sou eu & me transformo em procissão infinita” (p. 144). 


Na escrita por vezes corrosiva do poeta, “palavras invertidas temperam a fome” (p. 136) e “ela me ensina que escrever é deixar cicatrizes” (p. 127), enquanto “um poema desce / torna-se mais pesado que um punhal” (p. 136) e “a poesia transborda no dorso do enigma” (p. 142), segredos de um tempo anterior à palavra primordial, espelho retorcido que se revela nesses outros silêncios: “os segredos quebram o espelho & retiram seus olhos líquidos / desnudam a chuva para sentir a sua pele / esse rio subterrâneo a devorar o tempo anterior a palavra” (p. 123).


Mister dizer que as motivadoras imagens consagram o apuro estético recheado de metáforas sinestésicas desses “Outros Silêncios” propostos por José Geraldo Neres que se escutam em nossos olhos. O intenso uso criativo de elementos da natureza como o ar, “as árvores cantam / levam meu corpo / suas raízes criaram asas” (p. 20), e principalmente a aguá, a navegar por outras margens, ou melhor, como versa o sujeito lírico, “espero um navio líquido” (p. 20), que “revela o segredo do abismo” dessa “água de fala adormecida / onde se encontra o eco da sua voz” (p. 23) de “um rio sem margens” (p. 20). Rio da utopia do Verbo transformador de um sujeito lírico que se afirma como “o corpo do menino / que desafia o sol / e entra no bosque escuro com as naves do verbo” (p. 50), revelador de novos sentidos “na linguagem da água” (p. 24).

“Outros Silêncios” de José Geraldo Neres apresenta-se como uma necessária oxigenação líquida para o panorama poético brasileiro.







Graduando em Letras. Integrante do conselho editorial e assina a seção de crítica literária da revista acadêmica África e Africanidades - http://www.africaeafricanidades.com. Resenhista do semanário cabo-verdiano A Nação.