quinta-feira, 17 de julho de 2014

o livro: “um pedaço de chuva no bolso”

Sobre o autor: Simplesmente Neres

Ele procura brechas nos detalhes das imagens para mergulhar. Depois do salto, só há a entrega, e ele, então, é todo novas criações.

Neres é assim: onírico, mítico e metalinguístico; fazedor de macumbaria poética, exercita-se, a cada dia, como multiartista. Seus mil espelhos refletem o arte-educador, o produtor cultural, o ficcionista, o roteirista, o poeta, o compositor, o intérprete e o pai da Gabriela e do Vinícius.

Tem ainda outros três filhos de tinta e palavras: Pássaros de Papel, Outros Silêncios e Olhos de Barro. Além do quarto rebento de poemas em prosa que está a caminho, pensa em gravar seu primeiro CD com composições próprias.

Sobre o livro: “um pedaço de chuva no bolso”, no site: Editora Kazuá.

://editorakazua.com.br/autor/neres/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Como adquirir "Um pedaço de chuva no bolso", quatro livro de Neres, publicação Editora Kazuá (2014).

Como adquirir "Um pedaço de chuva no bolso", quatro livro de Neres, publicação Editora Kazuá (2014).

Com o autor (autografado especialmente). No site da editora, e na Livraria Cultura.

e-mail de contato: outrossilencios@gmail.com

ou por inbox.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ANDANÇAS DE JUNHO (MAUÁ e Casa das Rosas): LANÇAMENTO DO LIVRO “UM PEDAÇO DE CHUVA NO BOLSO”, Editora Kazuá, Neres.


· Terça, 10 de junho às 19:00, Varal do Pensamento na biblioteca Cecilia Meireles, Rua Campos Sales, 371 - Vl. Bocaina, Mauá.

· Quarta, 11 de junho às 19:00. - Casa das Rosas, São Paulo.
Diálogos ancestrais com: Kiusam de Oliveira (escritora), Nega Duda (sambadeira, agitadora cultural), Oswaldo Faustino (jornalista), Radi Oliveira (poeta, agitadora cultural), Sapopemba (Mestre de cultura popular* a confirmar presença).



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Minha bandana vermelha, minha bandeira de guerra (cançāo para Alex Street Gna), por Neres.




a neblina aparece, sombras caminham sem medo, é o frio que instala na pele, tenho o caminho tenho a rua meus passos são firmes lentos e notícias embrulham nossas rimas: não me assustam, cheguei até aqui, um passo no inferno, mas o frio acompanha, quem apanha? trago a fumaça do apocalipse, os quatro cavaleiros na minha pele. os vermes já tentaram furar minha mente, mas para eles eu mostro minhas correntes: minha lingua afiada, bebo a rua e as quebradas, livros carrego no sangue. traição lido com minha luta. meu corpo é um mapa, é sina, é ferro que não enverga. cicatrizes abertas não negam a luta a batalha. vamos somos a neblina, fumaça tribal, o aço o cromo nossas asas não quebram, o som o terror o jogo: as cartas estão na mesa, nos ossos guardo os mistérios, e uma carta sem endereço remetente, dormir doe os ossos. meus olhos o frio acompanha, vamos sem medo. o som o terror o jogo. vem na rima! aos guerreiros trago o meu sangue. ninguém vai destruir, ninguém. somos a neblina.


Escutem: http://paranarap.com.br/alex-street-gna-sempre-em-prol-do-gangsta-single/

Inédito: Macumbaria Poética - Arte ancestral: é diálogo ancestral, respeito na caminhada!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um pedaço de chuva no bolso, por Micheliny Verunschk.




Há um movimento sagrado nas palavras que se movimentam na escritura de Neres. Essa sacralidade, no entanto, não surge revestida num discurso reverente por si só, mas entrelaçada de cotidiano e do mistério próprio às coisas do cotidiano. Em Pedaço de chuva no bolso, imagens poderosas saltam das páginas e sacodem o leitor do lugar confortável (ou não) em que se assenta. Anjos portando seringas, janelas ácidas de luz, luas que se multiplicam, ruas arruinadas, advertem sobre o risco de epifania que a beleza perturbadora dessa poética pode acarretar. Poética híbrida e mestiça, abençoada por nosso pai Xangô, a letra, a voz e olhar de Neres voam longe e alto.


Micheliny Verunschk
Escritora.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Cuando Neres encuentra la moneda Hans Schuster Escritor e poeta chileno).

Cuando Neres encuentra la moneda, la codicia deja entrever su autopsia de todos los días, y vienen las imágenes esclavistas galopando. Viene la macumba, y el Santerio, a tocar su desnudez. Viene un olor a injusticia desde el fondo y se chorrea la tarde en la sangre del parto; Viene la Macumba, y el Santerio, a tocar tu desnudez. Mientras el poeta Neres tira al aire esa moneda de “metal impuro”, al otro lado del mundo una mano como la tuya la atrapa. ¡Y viene la Macumba, el Santerio y tu desnudez! Sacude la cabeza al bamboleo de los pies: “En la moneda o el medallón, todos se van al mismo son; -se va tu alma, se va tu sol, se va la vidase va tu son-”.

Hans Schuster
Escritor e poeta chileno.

Um pedaço de chuva no bolso, (Editora Kazuá), por Antonio Alfeca (Andalucía, España).

A vida é uma bela luta, ou beleza lutada. E lembrada. Com a mestiçagem de padrões e formas que o caracterizam, Neres nos convida para a aventura de ficar entre os opostos: tempestade e sol, lama e árvores, desertos e correntes caudalosas. Vida e morte convivem; de fato, fazem parte da mesma essência. Uma aventura em que os elementos constituem evidências que vão curtindo a sensibilidade; que, por um lado, o fazem se sentir vivo (às vezes um sobrevivente), mas por outro é, de alguma forma, a consciência da finitude. E no meio de tudo isso e, talvez, depois de tudo, a memória: fonte inesgotável que devolve Pepe em todos os momentos à sua origem. 


Antonio Alfeca
Poeta, ficcionista, tradutor e editor. (Andalucía, España).