quinta-feira, 13 de setembro de 2012

PALAVRAS DE ACORDAR O CORPO – Diálogos com os autores: José Geraldo Neres – Leo Gonçalves




PALAVRAS DE ACORDAR O CORPO

Diálogos com os autores: José Geraldo Neres – Leo Gonçalves
Mediação: Elaine Pauvolid (poeta)
Participação de:  Luíz Horácio Rodrigues (escritor e critico literário) e Tanussi Cardoso (poeta e crítico literário).

25 de setembro de 2012, (horário: 19h às 21h)
Local: Centro Cultural Justiça Federal
Sala de Leitura, 2º andar.
Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ


“Palavras de acordar o corpo; influências e provocações durante a escrituração dos livros Olhos de Barro, de José Geraldo Neres e Use o assento para flutuar de Leo Gonçalves, ambos da Editora Patuá.”[1]

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Obs.: Lamentamos a ausência de Ricardo Riso que estará em atividade relacionada ao seu mestrado em "Relações Etnicorraciais".
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Release das obras:

Olhos de barro é o terceiro livro do poeta, ficcionista e produtor cultural paulista José Geraldo Neres, que recebeu “Menção Especial” no 3º Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura (ficção – 2010). É uma coletânea de contos na qual o lirismo tem precedência sobre o enredo, estruturada em cinco livros: Colheita de silênciosUm pedaço de chuva no bolsoSol rasgado aos pés da serpenteO silêncio das árvores e A fome dos nomes.

No dizer da renomada poeta e professora titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal de Sergipe, Maria Lúcia Dal Farra, “o barro, aqui, para além de incluir os jogos da infância, as brincadeiras em torno da construção da casa e dos outros, carrega o grão mítico da criação, o que engendra os olhos capazes de inaugurarem um inesperado mundo novo – mercê do nome, mercê dos modos outros de designação. O corpo é o eixo da nomeação. Ele é a casa da palavra, o texto habitável, o teto sob o qual o rito se cumpre pacientemente. Janelas e portas, quarto e cômodos, cortinas e paredes, chão e pedras e chaves (ou corpo, pele, rosto, boca, dentes, riso) – são os pontos cardeais da fortaleza a ser assaltada ou preservada, escapes ou aberturas para a instauração dos nomes e das imagens, conforme se dê o embate com o outro, conforme a palavra de ordem para cada caso, para cada acaso.”

É uma poética de imagens, símbolos e mitos alinhados em construções geométricas que desafiam o leitor, convocam sua mente e sentidos. Nas palavras do premiado escritor mineiro Luiz Ruffato:“Neres submerge na memória, não na dele, mas na de todos nós, desprovido de parafernálias, ciente apenas de seu próprio fôlego, para trazer, do fundo do oceano obscuro, ostras contendo pérolas. Cabe a nós, leitores, abri-las para extasiarmo-nos com os seus poemas em prosa, gênero difícil, porque híbrido, e fascinante, porque completo. Olhos de Barro é isso: uma oferenda ao deus dos leitores inteligentes.” E o poeta, jornalista e professor de língua e literatura hebraica na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Moacir Amâncio, indaga: “Um trabalho como este traz de volta, em primeiro lugar, a pergunta inaugural: o que é poesia, em que medida ela depende de convenções como a métrica, o verso livre, aliterações, rimas, para definir seus ritmos?”

ISBN: 978-85-64308-44-2
Preço: R$ 28,00

Use o assento para flutuar, terceiro livro de Leo Gonçalves, escrito entre 2005 e 2012, fala de tudo a que a poesia tem direito. “A poesia é palavra calcinada e por isso pode falar de tudo”, comenta Juan Gelman na orelha do livro. Do amor ao humor. Da influência da poesia caribenha e africana a um retrato do mundo pós-queda das torres gêmeas, o livro traz um testemunho do zeitgeist, o espírito da época.

Ao todo, são 40 poemas, entre inéditos e reedições. “WTC Babel S. A.”, por exemplo, publicado anteriormente na forma de plaquete, em edição artesanal organizada pelo próprio autor, reaparece aqui. Há também poemas publicados anteriormente em revistas, jornais literários, sites e blogues. Marca interessante é a diversidade de técnicas e proposições presentes no livro. A unidade fica por conta de uma voz que busca a todo instante elementos de alteridade e diversidade.

Artista de múltiplas ferramentas, Leo Gonçalves é também performer, artista sonoro e visual, além de tradutor, ensaísta e divulgador da poesia do mundo. Traduziu em parceria com Mário Alves Coutinho o livro Canções da inocência e da experiência, de William Blake, obra que ficou entre as 50 indicadas do site Uol em 2005. Em parceria com Andityas Soares de Moura, traduziu Isso, de Juan Gelman, publicada na coleção Poetas do Mundo, da UnB. Traduziu também a peça O doente imaginário, de Molière, atualmente em sua segunda edição. Além dessas obras publicadas em livro, também traduziu para revistas literárias poetas como Aimé Césaire, Léopold Sédar Senghor, William Burroughs, Allen Ginsberg, Heriberto Yépez, Gérard de Nerval, Tristan Tzara e muitos outros.

ISBN: 978-85-64308-62-6
Preço: R$ 28,00



[1] Editora Patuá (São Paulo, SP: www.editorapatua.com.br).

terça-feira, 11 de setembro de 2012

QUINTA POÉTICA – 51ª edição (27 de setembro de 2012).




Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Escrituras Editora
convidam para a 

QUINTA POÉTICA – 51a edição
27 de setembro de 2012
com início às 19h
na Casa das Rosas (evento gratuito)

com os poetas convidados

Celso de Alencar |José Inácio Vieira de Melo | Livia Natália

Participação especial de  Yacamim
(Formado por Alessandra Vilhena e Thomaz Felippe)
Curadoria: José Geraldo Neres



Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos
Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP
Próximo ao metrô Brigadeiro.
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74
Informações: (11) 5904-4499
è  Próxima QUINTA POÉTICA: 25-outubro-2012, na CASA DAS ROSAS (52ª edição)

Saiba mais sobre o evento e os convidados:

Quinta poética
Curadoria: José Geraldo Neres
Mensalmente, a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho por meio de intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, que envolvem a leitura dos poemas.

Grandes nomes da poesia já estiveram presentes nesses encontros, que conta com entrada gratuita,  abertos ao grande público, e organizados sem fins lucrativos nem investimentos financeiros. Mais de quatrocentos produtores culturais e artistas de todas as linguagens e estéticas de todas as regiões do Brasil e do exterior estiveram presentes no projeto Quinta Poética, promovido pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, com curadoria do poeta José Geraldo Neres.

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Os convidados:
CELSO DE ALENCAR. Poeta paraense, radicado em São Paulo. Publicou, dentre outros, os seguintes livros: Salve Salve, Arco Vermelho, Os Reis de Abaeté, O Primeiro Inferno e Outros Poemas (1994 e 2001),Sete (2002), Testamentos (2003), e  Poemas Perversos (2011, Editora do Lugar Pantemporâneo). Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior.

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JOSÉ INÁCIO VIEIRA MELO (1968), alagoano radicado na Bahia, é poeta e jornalista. Organizou a coletânea Sangue Novo – 21 poetas baianos do século XXI (Escrituras Editora, 2011) e outras importantes antologias. Coordenador e curador de vários eventos literários. Lançará, no Quinta Poética, seu sexto livro:Pedra Só (Escrituras Editora, 2012).

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LÍVIA NATÁLIA. É baiana de Salvador (1979) e cresceu nas dunas no Abaeté, como boa filha de Osun. Seu livro de estreia, Água Negra, foi premiado pelo Concurso Literário do Banco Capital, 2011. Prepara seu próximo livro "Correntezas e outros Estudos Marinhos". É Doutora em Letras pela UFBA e professora na mesma Instituição.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:
YACAMIM - Formado por Alessandra Vilhena e Thomaz Felippe.
“Yacamim” vem da língua tupi guarani e significa ave, gênio ou pai de muitas estrelas. O destino de Yacamim é voar como uma ave encantada que semeia canções de paz.


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CURADORIA:
JOSÉ GERALDO NERES
. Poeta, ficcionista, e produtor cultural paulista. Publicou os livros de poesia:Pássaros de papel (Dulcinéia Catadora, 2007) e Outros silêncios (Escrituras Editora, 2009). O livro Olhos de Barro (Editora Patuá, 2012) recebeu menção especial no 3º Prêmio Gov. de Minas Gerais de Literatura, ficção – 2010. Diretor de Formação Literária da União Brasileira de Escritores – UBE. Blog:http://neres-outrossilencios.blogspot.com


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Escrituras Editora
Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana
04012-100 - São Paulo - SP - Brasil
Tel.: (11) 5904-4499 (Pabx)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

'um saxofone na parede' e 'eu devia ter matado' (neres/ortiz)


UM SAXOFONE NA PAREDE

um tormento qualquer que seja. ossos paralisados. antes do sétimo dia, o sétimo na semana, o mês sete, sete mistérios, sete tronos. ametista e pedra do sol. as palavras não escutam o grito. caminho na sombra de inverno. sete horas: noite.

ninguém se levanta da cama. travesseiros perambulam. na ponta do lápis, a ponta da língua. brinco de vaticinar. as vacinas terminam perto dos olhos. encontro com os dias de descanso, e ninguém se deita. perto dos meus pés, pílulas. primavera de milênios espia os primeiros suspiros das flores: elas são órfãs.

a luz do banheiro continua desperta. serei eu o veneno no extremo da flecha que se lança em férias? o arremesso. a carne perfurada mais um centímetro. as costelas têm o tamanho do tempo. a carne do outro lado do corpo: nenhuma saliência. dizem que os minutos sagram: há horas espero a ruptura tomar alguma forma. o tempo e eu fizemos um pacto de silêncio.

quando o instante sangra. caminho com a roupa do pó, sempre rebelde. para a visita, deixo flores. a morte sempre soube de um leve espaço no meu ombro. gaiolas tremulam. nosso faroeste: sou a semente do revólver. as guerras apenas estão sonolentas. setes vultos perfuram o horizonte. nuvens de travesseiros, já soltas em pleno ar, próximas à fonte. viro três goles. abro os braços até cada costela alcançar o arco da primavera.
 

estou pronto: sete flores e um tormento. não escuto nada, as palavras se escondem dentro do travesseiro.

(josé geraldo neres & paulo sposati ortiz)


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EU DEVIA TER MATADO

Com a porcelana do poema de Álvaro
Coxas de minha desatenção
                Meu sexo é palavra de porcelana
                No verso de tua meia-calça
O silêncio é o suor
Do irritante templo dessas pernas
                Tuas duas pernas
                Poema antes de morrer aos 37 anos

(José Geraldo Neres & Paulo Sposati Ortiz)

domingo, 9 de setembro de 2012

Diálogos com os autores: José Geraldo Neres - Leo Gonçalves (Centro Cultural Justiça Federal - RJ)


25/09 (terça-feira, 19h): PALAVRAS DE ACORDAR O CORPO

Diálogos com os autores: José Geraldo Neres - Leo Gonçalves.

Mediação: Elaine Pauvolid (poeta).

Participação de: Ricardo Riso (crítico literário) e Tanussi Cardoso (poeta e crítico literário).

Local: Centro Cultural Justiça Federal
Sala de Leitura, 2º andar.
Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ



“Palavras de acordar o corpo"; influências e provocações durante a escrituração dos livros Olhos de Barro, de José Geraldo Neres e Use o assento para flutuar de Leo Gonçalves, ambos da Editora Patuá.

Compartilho com os amigos e amigas essa conversa com Diversos Afins


Pequena Sabatina ao Artista, Por Fabrício Brandão.

Antes de um tudo, o vazio e suas improváveis imagens. Antes de tudo, o silêncio, a ausência do verbo a rasgar instantes. Depois de tudo, a palavra a atravessar espaços e habitar a matéria do nosso concreto de cada dia. Como conceber a existência sem a poesia que antecede e esgota o sopro? Onde o intervalo mínimo entre projeção e realização?

Com tais percursos que remexem as entranhas da vida, a criação revela-se a musa das musas, representante imprecisa de nossa sina pelas tresloucadas paragens terrenas. Os poetas são seus mais legítimos porta-vozes, transformando desvãos da alma em versos pungentes, catando o despercebido e ofertando-nos tudo em doses nada terapêuticas. É atraente pensar que criadores vagam conosco no meio da multidão e, mais adiante, sugerem veredas. Nesse ofício, encontramos gente como o escritor paulista José Geraldo Neres, homem cuja sina celebra permanentemente a liquidez do verbo. Dono de um estilo que contempla um intangível olhar sobre os lampejos humanos, o autor abraça o silêncio como causa, mas não consente que nele se façam vãs inscrições. Para ele, importa a revelação escondida nas sucessivas camadas onde habitam as palavras. Se o resultado disso é mirar o abismo, a queda é perspectiva real.

Autor de obras poéticas como “Pássaros de papel” (Dulcinéia Catadora, 2007) e  “Outros silêncios” (Escrituras Editora, 2009), José Geraldo Neres alimenta agora sua travessia com a instigante reunião de contos presente em “Olhos de Barro” (Editora Patuá). Trata-se de um livro no qual as imagens inauguram as densas vias de uma prosa poética que sabe a queda e fronteiras. Seu trânsito no terreno cultural é múltiplo, compreendendo também as feições de roteirista, dramaturgo, produtor e gestor. Como curador do Projeto Quinta Poética, em São Paulo, articula encontros valiosos entre autores, artistas e produtores dos mais variados campos, num claro propósito de harmonizar linguagens múltiplas. Falando um pouco sobre suas andanças literárias e outros temas correlatos, Neres revela-nos agora alguns aspectos que movem a sua obstinada travessia pelas palavras.

Continua: http://diversosafins.com.br/?p=2436

domingo, 2 de setembro de 2012

Peço indicações

Olá amigos e amigas.

Peço indicações:

• Quem tiver sugestões de livros, músicas, filmes, espetáculos de dança – tudo que provoque o corpo/palavra –, e situações do cotidiano com abordagens em ritos de passagem.
• Arquétipos pessoais ou de divindades.

O material recebido servirá de provocação, pesquisas para estruturação, e criação de um novo livro de ficção lírica ou prosa poética.

Enviem por e-mail: outrossilencios@gmail.com

Agradeço as colaborações.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PALAVRAS DE ACORDAR O CORPO

Logo, logo, vamos chegar ao Rio de Janeiro com nossos Patuás! 

25/09 (terça-feira, 19h): PALAVRAS DE ACORDAR O CORPO

Diálogos com os autores: José Geraldo Neres - Leo Gonçalves.

Mediação: Elaine Pauvolid (poeta).

Participação de: Ricardo Riso (crítico literário) e Tanussi Cardoso (poeta e crítico literário).

Local: Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro – RJ
Sala de Leitura, 2º andar.
Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ



“Palavras de acordar o corpo"; influências e provocações durante a escrituração dos livros Olhos de Barro, de José Geraldo Neres e Use o assento para flutuar de Leo Gonçalves, ambos da Editora Patuá.