Pequena Sabatina ao Artista: José Geraldo Neres, por Fabrício Brandão (Diversos Afins).
http://diversosafins.com.br/?p=2436
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
“OLHOS DE BARRO” (Editora Patuá), de José Geraldo Neres. DIÁLOGOS / LANÇAMENTO (LIVRARIA ALPHARRABIO - SANTO ANDRÉ)
Depois
de andanças/diálogos por cidades e capitais brasileiras tão únicas: São Paulo,
Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Planaltino (BA),
Maracás (BA), Diadema e Rio de Janeiro (RJ). Finalmente vou realizar o
lançamento de "Olhos de barro" em Santo André.
“OLHOS DE BARRO” (Editora Patuá)
LANÇAMENTO / DIÁLOGOS
Autor: José Geraldo Neres
“OLHOS DE BARRO” (Editora Patuá)
LANÇAMENTO / DIÁLOGOS
LANÇAMENTO / DIÁLOGOS
Antecedendo o lançamento está prevista uma conversa com o autor, intitulada: “OLHOS DE BARRO – a mística do texto habitável”, que contará com: Edson Bueno de Camargo (poeta e pedagogo) - Eduardo Lacerda (poeta e editor) - Kiusam de Oliveira (escritora e pedagoga). Intervenção: Henrique Krispim (músico).
Data:
05/10 (sexta-feira, a partir das 19h).
Local:
Livraria Alpharrabio, Rua Eduardo Monteiro, 151 - Jd.
Bela
Vista
Santo
André - SP - Fone: (11) 4438.4358.
Data: 05/10 (sexta-feira, a partir das 19h).
domingo, 23 de setembro de 2012
Fragmento do apontamento de Marco Aqueiva (Professor de literatura no ensino superior, poeta e crítico), publicado na "mallarmargens - revista de poesia e arte contemporânea"
Olhos de barro, de José
Geraldo Neres, apresenta-nos um poeta muito senhor de uma expressão que a cada
livro se faz literalmente mais pessoal. A despeito de toda impropriedade de
procurar um valor em projetos diversos, arrisco dizer que não se trata de contingência
o fato de o livro Outros silêncios ser algo diverso de Olhos de barro. O corte
em versos do primeiro cede neste à prosa poética como se a Poesia buscasse
mesmo o extravasamento dos limites da expressão poética. Neres, que é dono de
uma rica imagística, segue pelos caminhos da Poesia com alta carga simbólica.
Vale a pena acompanhar com o poeta sua trajetória.
*Fragmento do apontamento
de Marco Aqueiva (Professor de literatura no ensino superior, poeta e crítico), publicado na "mallarmargens - revista de poesia e
arte contemporânea", link: http://www.mallarmargens.com/2012/09/ligeiro-apontamento-sobre-duas-obras.html
Olhos de barro (Editora
Patuá, 2012). Aproveite: frete gratuito no território brasileiro!
sábado, 22 de setembro de 2012
“OLHOS DE BARRO”, LANÇAMENTO e OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA – A MÍSTICA DO TEXTO HABITÁVEL”
Mais uma andança; no próximo mês estarei no interior de São Paulo: Oficina Cultural Candido Portinari - Ribeirão Preto.
Informações: Fatu Antunes (Coordenadora)
Telefone: (16) 3625-6161 / 3625-6970 | candidoportinari@ oficinasculturais.org.br
Rua Visconde de Inhaúma, 490 - 1º andar - Centro
Edifício Padre Euclides – Cep: 14010-903
Ribeirão Preto / SP
LANÇAMENTO DO LIVRO “OLHOS DE BARRO” DE JOSÉ GERALDO NERES (Editora Patuá)
18/10 – quinta-feira – 18h30 às 21h30
Público: adolescente e adultos
Inscrições: livre
OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA “OLHOS DE BARRO – A MÍSTICA DO TEXTO HABITÁVEL”
Coordenação: José Geraldo Neres
19 /10 – sexta-feira – 18h30 às 21h30
20/10 – sábado – 9h às 12h
Público: adolescente e adultos
Inscrições: 01/10 a 16/10
Seleção: carta de interesse e currículo
30 vagas
O livro "Olhos de barro" conta com apresentação de Maria Lúcia dal Farra. Comentários: Luiz Ruffato e Moacir Amâncio; conheça o meu novo livro no site da Editora Patuá (frete gratuito no território nacional):
http:// www.editorapatua.com.br/ index.php?option=com_conten t&view=article&id=112&Item id=55
http://
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
À PONTA DA ESFERA, apresentação do livro Vate de Rosane Carneiro, por José Geraldo Neres
À PONTA DA ESFERA
Por José Geraldo Neres
O tempo: inscrição do universo
no qual palavras são olhos de vaticínio, são olhos de Rosane Carneiro. Poética
ritualística no tempo outro, o outro onde tudo existe: preciso instante. “Tudo
gira bem” e “a sina da roda é gigante”, olhos de “mântrica engrenagem”, onde
procuro percorrer seus passos de “recaminho”. A poeta diz: “– preciso é ver /
há um vão adiante”. Nas suas palavras não estaco, recolho: “papel de pedras /
pedra sempre papel / pedreira pedraria / em torno do caminho”, pelas quais o
ornamento da vida é a dor da palavra: o homem uno em sua essência, o sagrado a
transcender o contato da pele e Rosane. Ela pisa o sal da água, e acolhe a
“esfera que me atravessa”. Barro,
poeira, e outros modos: parte dos seus olhos. Brindaremos com a serpente
encantada, e seremos todos livres. Intensa promessa: semente despida das
simpatias do concreto, a realidade são os olhos do farol: vermelho. Estou
noutro lado da rua; Rosane “eu felina observo”: o sagrado cotidiano a reclamar
sua paga, a cobrar o pedágio que lhe é de direito, a “escrever a favor dos
dias”.
A caminhar por seus versos,
estou na casa onde as “paredes
gritam azuis cinzas prateados” – poeta revelado (a) –, mas não se
esqueça, o cotidiano lhe exige os olhos “a manutenção da
guerra de sobreviver sem saber” e se equilibrar no “trapézio de outro perigo”.
O mundo em trabalho de parto. O ornamento da vida é a dor da palavra consagrada “da terra à terra: viestes do pó e pela terra tornas-te
tão barro”. – Poeta,
onde está a etiqueta para saber qual valor do sangue? – “Viestes do pó e te
transformastes em aço”.
Dentro das palavras da vate
Rosane Carneiro, vejo a inscrição dos sete raios, o escudo, o brasão, a cura, o
rito, a tormenta, “muito além dos lírios de Salomão”, mas em questão de
segundos, ela – flor à carne-viva – imita uma bomba e estilhaça a certeza dos homens. Dos escombros,
resgata uma criança (uma próxima, talvez). Não tenho certeza, mas nesses outros
tempos certeza é um artigo desgastado e empoeirado. Importa apenas acompanhar o
ritmo transformado em aço mântrico, acompanhar as pedras, o pó, camadas e mais
camadas de barro a acumular em seus pés: “soberana, perfumada e aberta, a
bomba, sorri”.
Rosane me ensina “a correr o mar
pelos dedos” o segredo do “rosário de brincadeiras” das “cruas meninas antigas
capazes da morte do medo”. Medo palavra bruta; pedra que não sabe ser um
brinquedo. Em ‘Vate’ as “máscaras” não usam maquiagem e “a sina da roda é gigante”:
oferece sua língua, território mítico, “tempo dentro do tempo: /minério de
fogo, o homem/ pleno do que por si pode/ exercer”.
Apresentação do livro Roupagem Leve, de Nestor Lampros (Editora Patuá, 2012), por José Geraldo Neres.
NA SOMBRA FRESCA DA ÁRVORE violentada
– anjo de fogos olhos – homem no albergue dos pássaros, o céu não existe. A
leveza Nestor. A leveza Nestor: onde? Não se engane: quase nada existe, mas
olho a casa de suas palavras entes de sair para a rua: tenho um cisco alheio
dos meus olhos. Olho novamente sua casa: janela aberta onde não há tempo para
janelas. Leveza Nestor. Ele se movimenta, casa, tempo, campo, casais, leveza
onde o céu não existe, e insiste em pescar palavras antes que elas se
petrifiquem. Dizem que é Destino, digo que é leveza das manhãs onde as lâmpadas
morrem, digo leveza maternal fera onde nascem histórias. Espero outro olhar nas
cores da vida: leveza. Um rosário “deságua, aflita, flagela e venta almas” e
rema, recolhe outras redes. Hoje quero um ramo além do nome. Nestor “se
apropria das íntimas escolas de ventos”, suas roupas carregam janelas e portas,
mas Nestor cadê a leveza? Cancelaram os voos das folhas, mas o poeta – nó na
garganta – não acompanha as mortes dos vestidos. Ele quer o lugar onde os sóis
encontram cavalos em versos em cores. Uns dizem que é destino ter um cavalo
alado, mas como colorir com palavras a leveza desse voo mítico e ancestral? Na
última vez que olhei sua casa, retirei uma gravura, nela a tarde não chega, nem
o filho me toca os ombros, mas em cada momento que tento decifrar seus sinais
de raízes cotidianas: os pássaros vão embora sem nada entender. Carregam “uma
mão de vento e pés de nuvem”.
O verbo semente de filhos, frutos,
terra, água, ventos, pó: Deus sorri. A morte nunca. O poeta desenha novos olhos
para o anjo, desata o nó da garganta e aceita à trama: mistura suas lágrimas ao
pó da criação. Doze círculos lhe consumem, lhe comandam, ajustam as engrenagens
de seus dedos e dentes. O verbo se faz lâmina: dozes senhores. Onde encontrar a
leveza Nestor? Leveza se ajoelhando no vento. “O movimento de um certo tipo de
tempo, gasto pelo beijo das mãos, juntas, e vazias, em oração”. (...) Quatro
bandeiras, quatro promessas, quatro pensamentos, quatro discursos. Quatro adeuses,
acenos encobertos, quatro mistérios cavalgam o mundo (...). Assim me entrego à
leveza de suas mãos, comungo em pensamento, faço-me Atibaia, São Paulo, e fico
sentado na soleira da porta desta casa “Roupagem leve” de Nestor Lampros.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
"Olhos de barro" de José Geraldo Neres (Editora Patuá): Frete Gratuito (território brasileiro), aproveite!
A Editora Patuá está com uma promoção para você adquirir meu livro "Olhos de barro": Preço: R$ 28,00 + Frete Gratuito (território brasileiro), aproveite!
Conheça um pouco mais do livro. Não deixe de adquirir.
http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=112&Itemid=55
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http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=112&Itemid=55
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